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Lâmina GaúchaArte que corta, beleza que encanta
Retrato de Menegueti
Menegueti — Cutelaria Menegueti, em Pompéia.

Pompéia — SP

Menegueti

Cutelaria Menegueti

Rodolpho Menegueti assina Cutelaria Menegueti em Pompéia. Faz churrasco, caça e pesca, campeira, bowie, hunter, edc.

  • Churrasco
  • Caça e pesca
  • Campeira
  • Bowie
  • Hunter
  • EDC

Rodolpho Menegueti trabalha em Pompéia, interior de São Paulo, num puxadinho que serve de oficina. Ele começou a fazer facas em 2016, e o motivo foi prático: praticava sobrevivencialismo e bushcraft, queria uma faca artesanal e não tinha dinheiro para comprar uma. Como sempre teve jeito para trabalhos manuais, decidiu fazer a sua própria.

A base veio de casa. Rodolpho conta que o pai e o avô lhe ensinaram a mexer com ferramentas básicas, e que a formação em técnico em mecânica, somada às experiências profissionais, ajudou depois. O aprendizado seguiu por vídeos no YouTube e no antigo fórum FCA, até que, dois anos depois de já estar fazendo facas, fez seu primeiro curso presencial, com o cuteleiro MS Luiz Gustavo Gonçalves. Vieram depois um curso online com Ismael Biegelmeier e outro com o cuteleiro MS Dionatam Franco.

O trabalho na bigorna

No aço, Rodolpho trabalha principalmente com carbono, com preferência pelo 52100, mas usa também 5160, 1070 e 1095, conforme o que o projeto pede. Trabalha ainda com inox e damasco, e evita aços reciclados. Nos cabos, usa madeira, chifre, osso e micarta.

Faz churrasco, caça e pesca, campeira, bowie, hunter e EDC, e diz que a hunter é o modelo que considera sua assinatura. Segundo ele, todos os processos são feitos na própria oficina — peças, bainhas, caixas, suportes, têmpera —, com duas exceções: os estojos de armazenamento, encomendados fora, e o aço damasco, que compra pronto por não ter prensa nem martelete.

Sobre encomendas, diz que costuma abrir o leque de opções para o cliente:

Em geral deixo o cliente escolher o aço, material do cabo a bainha, se quer alguma gravação na lâmina em fim, ofereço as minhas opções e o cliente escolhe. Como profissional procuro orientar o cliente para escolher os melhores materiais para o seu projeto, mas a escolha final sempre é do cliente.

Uma faca leva em média 40 horas de trabalho, do começo ao fim. O preço médio das peças é de R$ 1.500, e Rodolpho vende também para fora do Brasil.

Uma bowie e um teste de performance

A faca mais difícil que já fez foi uma bowie estilo San Francisco, com cabo em ébano, escudo em madrepérola e guarda com encaixe em “V” — peça que estará em uma página do livro Legacy of Steel 2. Já a que lhe dá mais orgulho foi a que fez e usou para passar no teste de performance JS pela American Bladesmith Society.

Entre as histórias da oficina, uma recente ficou marcada: um cliente da Romênia encomendou três facas, e era a primeira vez que ele comprava uma faca artesanal e também a primeira vez que comprava algo de fora do próprio país.

Fiquei muito feliz por ele ter me escolhido e confiado em mim.

O que ele faz

Modelos feitos sob encomenda. Para pedir, fale direto com ele — o Lâmina Gaúcha não fica no meio dessa conversa.

Assinatura da casa

Hunter

A oficina e as peças

Hunter
Hunter Foto: Francisco Hammer
Hunter
Hunter
Hunter Foto: Felipe Silva
Hunter
Bowie art nouveau
Bowie art nouveau Foto: Felipe Silva
Bowie art nouveau

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Pergunte ao cuteleiro

Pergunte sobre o trabalho e as peças: aço, cabo, acabamento, uso e cuidado. Preço, encomenda e entrega são direto com Menegueti, pelo contato aí em cima.

Só para te avisar quando a resposta sair. Não publicamos.

O Lâmina Gaúcha divulga o trabalho da cutelaria artesanal brasileira. Não vendemos, não intermediamos e não participamos de nenhuma negociação: preço, prazo, pagamento e entrega são combinados entre você e quem faz a peça.

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