São Francisco de Paula — RS
Pedro Gimer
P. Gimer
Pedro Gomes Gimer assina P. Gimer em São Francisco de Paula. Faz gaúcha tradicional, cozinha, caça e pesca.
- Gaúcha tradicional
- Cozinha
- Caça e pesca
Pedro Gomes Gimer trabalha em uma garagem em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, onde forja facas desde 2019. O contato com o ofício veio antes disso, na cavalaria do Exército, onde teve contato com ferrageamento e gostou de ver o forjamento. Um tempo depois de sair do quartel, começou a estudar e produzir as primeiras peças.
Como começou
A influência inicial veio do programa Desafio Sob Fogo, em 2018. No ano seguinte fez um curso básico com Tom Silva e produziu sua primeira faca. O caminho não foi contínuo: fez o curso básico em maio de 2019, mas em janeiro de 2021, durante a pandemia, precisou vender a oficina. Voltou em dezembro de 2024 e está trabalhando full time desde junho de 2025, quando também fez um curso avançado de damasco turco com Mateus Kaczmarek.
Já tive inúmeros altos e baixos na cutelaria, mas é impossível abrir mão dela, ela faz parte de quem eu sou.
O trabalho na garagem
Pedro Gimer, como assina, usa 5160, 52100 e 1095 nas facas em aço monolítico, e trabalha damasco em 15N20 combinado com 1084, além de estar começando a usar o inox 14C28N. Nos cabos entram madeira, chifre, osso, canela de girafa, marfim de mamute e pedras. Faz gaúcha tradicional, facas de cozinha, caça e pesca, bowies, adagas, utilitárias e EDC — mas é nas bowies inglesas e nas peças de recriação histórica que reconhece sua assinatura.
Todos os processos, incluindo a têmpera, são feitos por ele, do aço do damasco até a bainha e, às vezes, a caixa. Uma faca leva em média 30 dias do começo ao fim. Ele ainda faz encomendas — a maior parte dos pedidos é de bowies — mas tem dado prioridade a criar projetos novos e vendê-los depois, reduzindo aos poucos o trabalho sob encomenda. As peças de P. Gimer saem também para fora do Brasil.
Peças que marcaram
Entre as facas que já fez, a mais difícil foi uma bowie de 10 polegadas em damasco turco composto, com guarda em D em duas partes, tudo na mesma barra de turco e completamente desmontável. Já o maior orgulho é outra bowie, resultado de um projeto de recriação histórica que levou cerca de seis meses de estudo com referências de museus.
Do curso de damasco turco com Mateus Kaczmarek saiu uma faca gaúcha integral full tang. Depois vieram outra gaúcha em turco, apresentada no SPC 2025, e uma utilitária em damasco turco composto — peças que seguem a linha que ele descreve como parte de quem é: um trabalho que atravessou pausas e recomeços, mas nunca deixou de voltar para a bigorna.
O que ele faz
Modelos feitos sob encomenda. Para pedir, fale direto com ele — o Lâmina Gaúcha não fica no meio dessa conversa.
Bowie inglesa e peças históricas em geral
A oficina e as peças
Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Pedro?
Reconhecer o trabalho dele