Pular para o conteúdo
Lâmina GaúchaArte que corta, beleza que encanta
Retrato de Marcos Ristow
Marcos Ristow — M.Ristow custom knives, em Panambi. Foto: Jhey Magnatis

Panambi — RS

Marcos Ristow

M.Ristow custom knives

Marcos Ristow assina M.Ristow custom knives em Panambi (RS). Ex-projetista ferramenteiro, começou sozinho em casa e hoje forja, tempera e costura bainhas de cada peça.

  • Gaúcha tradicional
  • Churrasco
  • Cozinha
  • Caça e pesca
  • Cutelo
  • Campeira
  • Bowie
  • Hunter
  • EDC

Marcos Ristow faz facas em Panambi, no Rio Grande do Sul, desde 2019. Antes de pegar martelo e forja, trabalhava como projetista ferramenteiro — e foi esse conhecimento prévio sobre aços e seu manuseio que o levou, um dia, a tentar fazer uma faca em casa.

“Antes de ser cuteleiro eu era projetista ferramenteiro, o conhecimento dos aços e seu manuseio já tinha, e também possuía uma paixão de família por facas, então em um determinado dia resolvi fazer uma em casa, com ferramentas escassas e uma forja improvisada investi 2 meses de trabalho nas horas vagas para a confecção de minha primeira faca de campo.”

A primeira peça saiu só de assistir vídeo. Depois, pelo trabalho, acabou conhecendo o mestre Marco Borchardt, com quem fez cursos e foi ajustando a técnica — segundo ele, “como um passa tempo, sem muita pretensão”.

Como trabalha

Ristow usa aços como 1070, 1080 e 5160, mas diz ter maior ênfase no 52100, e começou também a trabalhar com damasco. Nos cabos, passeia entre madeira, osso, micarta e materiais estabilizados, com o chifre aparecendo nas peças que mais menciona — caso da faca gaúcha com colarinho esculpido e inlays em prata, e do Nesmuk mais antigo, em que o chifre de cervo compõe empunhadura e guarda, com acabamento em cobre forjado.

Cada faca é feita inteira por ele, do forjamento ao desbaste, acabamento e bainha sob medida, incluindo a têmpera. A oficina fica separada de casa. O tempo de confecção varia: algumas peças ficam prontas em 5 dias, outras passam de 15, dependendo do projeto.

Sobre uma assinatura própria, ele é cauteloso:

“Estou muito recente na cutelaria profissionalmente para ter uma ‘assinatura’, mas gosto muito das facas gaúchas. Porém não fujo de desafios diferentes que me fazem evoluir em técnica e conhecimento sobre as facas.”

Nas encomendas personalizadas, o processo começa pelo uso que o cliente vai dar à faca — isso define aço e geometria de fio — e só depois entram modelo, empunhadura e bainha.

Peças e encomendas

Entre os trabalhos que cita, dois marcaram: uma peça mais artística, ainda no início, que foi parar na Alemanha, e a faca com que ganhou o prêmio de melhor iniciante na Mostra de Cutelaria de Panambi, em 2023. A faca mais difícil, segundo ele, é a que está em andamento no momento: um punhal curvelado, seguindo os parâmetros históricos.

Os preços variam de 400 a 2.500 reais na faixa mais usual, podendo passar disso conforme o projeto. As peças saem de Panambi também para fora do país.

A oficina e as peças

Nesmuk
Nesmuk
Nesmuk
Primeiro damasco
Primeiro damasco
Primeiro damasco
Faca gaúcha
Faca gaúcha
Faca gaúcha

Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Marcos?

Reconhecer o trabalho dele

Pergunte ao cuteleiro

Pergunte sobre o trabalho e as peças: aço, cabo, acabamento, uso e cuidado. Preço, encomenda e entrega são direto com Marcos, pelo contato aí em cima.

Só para te avisar quando a resposta sair. Não publicamos.

O Lâmina Gaúcha divulga o trabalho da cutelaria artesanal brasileira. Não vendemos, não intermediamos e não participamos de nenhuma negociação: preço, prazo, pagamento e entrega são combinados entre você e quem faz a peça.

CompartilharWhatsAppFacebookX