São Sebastião do Caí — RS
Cutelaria Tomasi
Tomasi
Marcio Antônio Tomasi assina Cutelaria Tomasi em São Sebastião do Caí (RS). Comecei fazendo facas de carnear; hoje forja, tempera e acaba cada peça, da lâmina à bainha, sozinho.
- Gaúcha tradicional
- Churrasco
- Cozinha
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- Campeira
- Bowie
- Sorocabana
- EDC
Marcio Antônio Tomasi trabalha em São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul, numa oficina separada de casa, desde 2022. Começou por necessidade, não por vocação declarada: fazia facas para carnear, e o que era utilidade foi virando outra coisa.
Comecei fazendo facas pra carnear, depois virou hobby que agora virou negócio.
Do curso ao aço
Depois de já ter feito algumas facas por conta própria, Marcio resolveu formalizar o aprendizado e fez curso com o cuteleiro Bigunas. Foi esse passo que organizou o que ele já vinha testando na prática.
Na forja, trabalha com aços como 5160, 1070, inox 420 e DIN 1.4116, além de damascos feitos por ele mesmo. Nos cabos, usa madeira, alpaca e chifre. Faz gaúchas tradicionais, facas de churrasco e campeiras, entre outros tipos que estão listados na ficha — mas o que ele destaca do próprio trabalho são as facas de caça e pesca e as peças em damasco, que exigem mais tempo e cuidado.
Sobre o processo, Marcio é direto: cada faca é feita por ele do início ao fim — lâmina forjada, damasco, cabo em chifre ou madeira estabilizada, bainha. A têmpera também é dele, sem terceirização em nenhuma etapa.
A faca mais difícil que fez foi uma de caça com guarda integral, ainda no começo. Já a que lhe dá mais orgulho é outra família: as facas em damasco, que ele cita como o trabalho de que mais gosta de assinar.
Encomenda, tempo e destino
A maior parte das vendas de Marcio vem de encomenda, e muitas delas são personalizadas — o cliente pede o que quer, e ele executa. O tempo de fabricação varia bastante conforme o modelo: uma faca laminada mais simples pode saber algumas horas de trabalho, enquanto uma peça em damasco leva uma semana.
As facas básicas ficam em torno de R$ 250, e as peças em damasco chegam a R$ 2.000. O trabalho de Marcio sai de São Sebastião do Caí para clientes no Brasil e também para fora do país.
A oficina e as peças
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