Pular para o conteúdo
Lâmina GaúchaArte que corta, beleza que encanta
Retrato de Javé Reichert
Javé Reichert — ♠️ J. Reichert, em Tramandaí.

Tramandaí — RS

Javé Reichert

♠️ J. Reichert

José Luis Reichert assina ♠️ J. Reichert em Tramandaí. Faz gaúcha tradicional, churrasco, cozinha, caça e pesca, cutelo, campeira.

  • Gaúcha tradicional
  • Churrasco
  • Cozinha
  • Caça e pesca
  • Cutelo
  • Campeira

José Luis Reichert trabalha em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, forjando facas desde 2015. A entrada no ofício veio de um vídeo: viu uma faca forjada do Danilo Flores, perguntou o preço e descobriu que custava metade do seu salário da época. Foi aí que decidiu fazer a própria faca, porque não tinha condições de comprar uma pronta. Não parou mais. Aprendeu sozinho, sem professor, e diz que ser autodidata facilitou o processo.

A oficina fica hoje em um anexo ao fundo de casa. Ali ele trabalha com aços como 1070, 1084, 1095, 52100 e 5160, e faz a têmpera com as próprias mãos. Nos cabos usa madeira, chifre, osso e madeira estabilizada. O repertório de facas passa por gaúcha tradicional, churrasco, cozinha, caça e pesca, cutelo e campeira — e se tem um modelo que funciona como assinatura, é a gaúcha forjada integral.

O que sai da mão e o que vem de fora

Reichert, que assina Javé Reichert, faz quase tudo sozinho. As exceções são pontuais: às vezes manda gravar a assinatura a laser, e compra algum damasco já caldeado, porque não tem prensa hidráulica em casa.

Entre os trabalhos recentes, cita uma peça que deu trabalho: uma língua de chimango integral forjada a partir de uma lima triangular alemã. Já o orgulho maior é outro — uma faca que foi publicada no livro Legacy of Steel. As encomendas, segundo ele, costumam ser releituras de projetos que já executou ou fotos tiradas da internet como referência.

Uma história da oficina

Reichert conta que conheceu um alemão de Montenegro, que ele descreve como muito mão de vaca:

Ele me trouxe um parafuso de ferrovia e pediu que eu forjasse uma peça que fosse a cara dele. Forjei uma mão fechada no pomo da faca.

O tempo de trabalho varia bastante: algumas facas saem em um dia, outras levam uma semana ou mais. As peças de Reichert vendem também para fora do país.

Entre os trabalhos que ficam de exemplo, uma língua de chimango forjada de lima triangular alemã traz colarinho torcido com ranhuras aparentes em baixo relevo, cabo em burl de guajuvira, pomo em aço carbono e bainha de couro bovino feita à mão. Outra peça, integral, veio de uma lima cujo próprio corpo foi enrolado para formar o cabo. E há também um kit churrasco, com peças forjadas em aço 5160 para a lida na grelha.

O que ele faz

Modelos feitos sob encomenda. Para pedir, fale direto com ele — o Lâmina Gaúcha não fica no meio dessa conversa.

Assinatura da casa

Gaúcha forjada integral

A oficina e as peças

Língua de chimango
Língua de chimango
Língua de chimango
Faca integral de lima
Faca integral de lima
Faca integral de lima
Kit churrasco
Kit churrasco
Kit churrasco

Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Javé?

Reconhecer o trabalho dele

Pergunte ao cuteleiro

Pergunte sobre o trabalho e as peças: aço, cabo, acabamento, uso e cuidado. Preço, encomenda e entrega são direto com Javé, pelo contato aí em cima.

Só para te avisar quando a resposta sair. Não publicamos.

O Lâmina Gaúcha divulga o trabalho da cutelaria artesanal brasileira. Não vendemos, não intermediamos e não participamos de nenhuma negociação: preço, prazo, pagamento e entrega são combinados entre você e quem faz a peça.

CompartilharWhatsAppFacebookX