Oriente — SP
Henrique Dias
Dias facas Custom
José Henrique Dias da Silva assina Dias facas Custom em Oriente, SP. Entrou na cutelaria inspirado pelos filmes do Rambo e faz cada faca sozinho, do início à têmpera, no fundo do quintal.
- Churrasco
- Cozinha
- Caça e pesca
- Cutelo
- Hunter
- EDC
José Henrique Dias da Silva mora em Oriente, no interior paulista, e faz facas desde 2018. A vontade começou na infância, quando assistia aos filmes do Rambo e sonhava ter uma faca como a do personagem — sonho que realizou aos 15 anos, com a compra de uma réplica que usou por anos apesar do fio ruim e do acabamento fraco. Formado técnico em mecânica, já casado, ele resolveu tentar fazer a própria faca para usar nas pescarias com o pai. A primeira saiu de um disco de arado, com cabo de canelão, feita só com esmerilhadeira e temperada numa forja improvisada a carvão. Usou aquela faca por um tempo, e quando amigos começaram a pedir peças, percebeu que podia ir além.
Do quintal para a bancada
No começo, o aprendizado veio de vídeos e do próprio conhecimento técnico. Depois conheceu o cuteleiro Rodolfo Meneghetti, que o recebeu na oficina, tirou dúvidas e o incentivou a seguir na cutelaria. Hoje José Henrique trabalha meio período na oficina montada no fundo do próprio quintal, e faz cada faca inteira, do começo à têmpera.
Ele trabalha principalmente com aço carbono 52100 — “um aço aplicável em qualquer projeto e atende muito bem qualquer tarefa” — e também usa inoxidável para quem prefere não se preocupar com oxidação. Nos cabos, madeira e chifre. Entre os tipos que faz, predominam as facas de caça (Hunter), cozinha e churrasco, que hoje puxam a maior parte das encomendas; a lista completa de modelos está na ficha ao lado.
Encomenda, orgulho e reconhecimento
As facas de José Henrique são feitas sob encomenda, conforme o gosto e a necessidade de cada cliente, e levam de 15 a 20 dias para ficar prontas. Sobre qual é sua faca mais difícil, ele diz que é sempre a próxima:
“A cada faca feita você tem que procurar ser mais exigente com você mesmo, aceitar os erros e também reconhecer os acertos, desta forma o crescimento vem.”
Da oficina ele guarda duas lembranças que valoriza. Um cliente, ao ver de perto o trabalho na bancada, comentou: “Eu nunca imaginei que fazer uma faca seria difícil assim.” Outro, ao receber sua primeira peça feita por José Henrique, escreveu dizendo que era a melhor faca que já tinha, entre tantas outras — mensagem que chegou numa fase em que ele duvidava da própria capacidade e serviu de estímulo para continuar. As peças de José Henrique saem de Oriente também para fora do país.
A oficina e as peças
Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Henrique?
Reconhecer o trabalho dele