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Lâmina GaúchaArte que corta, beleza que encanta
Retrato de Giorgi Cabral
Giorgi Cabral — Giorgi Facas, em Patos.

Patos — PB

Giorgi Cabral

Giorgi Facas

Giorgi Cabral Dantas assina Giorgi Cabral em Patos, na Paraíba. Faz toda a peça sozinho e é apontado como o cuteleiro que resgatou a faca nordestina, hoje sua marca.

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Giorgi Cabral Dantas faz facas em Patos, na Paraíba, desde 2018. Antes de pegar na forja ele já tinha jeito para trabalhar com as mãos, fazendo tábuas em marchetaria, e foi buscando na cutelaria uma renda melhor até ela virar sua atividade principal.

Desde cedo sempre tive habilidade com as mãos e com ferramentas, já fazia umas tabuadas em marchetaria, para ter uma renda melhor fui estudando sobre a cutelaria, hoje renda principal.

Do aprendizado à faca nordestina

Giorgi começou vendo vídeos no YouTube, acompanhando nomes como Robson Santos, Berardo, Gilson e Marco Borchardt, e depois fez um curso presencial com Gerson Bragagnoli em Campina Grande, credenciado pela Faculdade de Brasília e ligado à comunidade de cuteleiros do SPC. Foi esse mesmo curso que o levou ao projeto que marcaria seu trabalho: o resgate da faca nordestina, uma proposta antiga de Bragagnoli que na época carecia de referências sobre construção.

Não pensei duas vezes, topei na hora, comecei um trabalho de pesquisa e comecei a executar várias peças, até que consegui chegar em uma característica que só se vê em minhas peças, desenvolvendo uma peça autoral. Hoje eu não preciso nem assinar a peça, minhas características já estão lá, quem conhece meu trabalho já sabe que a peça é de minha autoria.

São quatro prêmios na categoria até aqui, e é essa família de peças que ele chama de sua especialidade, mesmo fazendo outros tipos de faca listados ao lado.

Na oficina, hoje

Giorgi trabalha em oficina separada e faz todo o processo da faca, incluindo a têmpera; só recorre a terceiros quando a peça pede trabalho de ourives ou gravação a laser. No aço, prefere o 52100 nas peças lisas e, no damasco, o blend de 1070 com 15N20. No cabo, além de madeira, alpaca, chifre, osso, micarta e G10, já usou corian, latão, bronze e mamute.

Um dos punhais nordestinos que ele fez recentemente é em damasco turco integral, com aplique de mamute e ouro 24k, bainha com bocal e ponteira e acabamento em pele de arraia. Outro traz lâmina em aço inox 420, empunhadura em ébano e 8,5 gramas de ouro 24k, também com bocal, ponteira e pele de arraia na bainha.

Quando o cliente pede encomenda personalizada, o pedido costuma ser sempre o mesmo:

Adivinha? Punhal nordestino.

Uma faca leva em média 20 dias do começo ao fim, dependendo do projeto, e as peças saem de Patos para outros estados. Sobre preço, Giorgi prefere não falar em número fechado:

Em primeiro lugar minhas peças não têm preço, elas têm valor, depende de cada projeto e tempo de execução.

A oficina e as peças

Punhal Nordestino
Punhal Nordestino
Punhal Nordestino
Punhal Nordestino
Punhal Nordestino
Punhal Nordestino

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Pergunte ao cuteleiro

Pergunte sobre o trabalho e as peças: aço, cabo, acabamento, uso e cuidado. Preço, encomenda e entrega são direto com Giorgi, pelo contato aí em cima.

Só para te avisar quando a resposta sair. Não publicamos.

O Lâmina Gaúcha divulga o trabalho da cutelaria artesanal brasileira. Não vendemos, não intermediamos e não participamos de nenhuma negociação: preço, prazo, pagamento e entrega são combinados entre você e quem faz a peça.

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