Teresina — PI
Gilvan Barrinha
Gilvan Barrinha
Gilvan José de Sousa assina Gilvan Barrinha em Teresina, PI. Filho de ferreiro, faz cada faca sozinho, da forja ao cabo, após cursos com Marco Borchardt e Cezár Filho.
- Gaúcha tradicional
- Churrasco
- Cozinha
- Caça e pesca
- Cutelo
- Campeira
- Bowie
- Hunter
Gilvan José de Sousa cresceu vendo o pai malhar ferro. Na ferraria da família, em Teresina, ajudava o pai a fazer ferramentas do dia a dia e, de vez em quando, uma faca. O pai largou o ofício, mas a lembrança ficou guardada. Foi na pandemia, quando a cutelaria ganhou mais visibilidade, que Gilvan decidiu começar sua própria trajetória.
Os professores
Começou por conta própria, assistindo vídeos no YouTube. Depois comprou um curso do Marco Borchardt e fez um curso com Cezár Filho, também de Teresina.
“Eu comecei a fazer facas mal construídas, cabos sem nenhuma ergonomia e hoje ter uma premiação e uma boa valorização da minha arte.”
É assim que ele resume o que chama de história boa da oficina: a evolução, peça a peça.
Da forja ao cabo
Gilvan trabalha principalmente com aço 5160, pela facilidade e pela acessibilidade, mas tem se adaptado a aços com maior teor de carbono, como 1070, 1080 e 1095. Nos cabos, usa madeira, chifre e osso. Ele faz tudo sozinho, do início ao fim.
“Tudo na faca sou eu que faço, perfil, desbaste, acabamento, cabo, bainha.”
A têmpera também é feita por ele. Sua produção vai das gaúchas tradicionais às campeiras e bowies, entre outros tipos — a lista completa está na ficha. Entre os trabalhos que já fez, cita uma katana como a peça mais difícil, feita ainda sem experiência, e uma bowie de 10 polegadas como a que mais lhe deu orgulho: com ela ganhou o prêmio de melhor iniciante na 3ª Mostra de Cutelaria Nordeste 2026.
Oficina e encomendas
A oficina de Gilvan fica dividida entre um quarto e o fundo do quintal. A maior parte da produção é feita sob encomenda, quase sempre personalizada — o cliente escolhe desde um cabo esculpido até um material mais exótico, e nesses casos ajuda na aquisição da peça. Uma faca simples leva um dia e meio, do começo ao fim.
Gilvan ainda não vive só da cutelaria, mas acredita que em breve isso vai mudar. Suas peças saem de Teresina também para fora do estado. A faixa de preço de uma faca simples fica em torno de R$ 500.
O que ele faz
Modelos feitos sob encomenda. Para pedir, fale direto com ele — o Lâmina Gaúcha não fica no meio dessa conversa.
Não
A oficina e as peças
Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Gilvan?
Reconhecer o trabalho dele