Manaus — AM
Dan
DSN-Cutelaria
Daniel da Silva Nunes assina DSN-Cutelaria em Manaus (AM). Começou a fazer facas em 2020, após perder a visão de um olho, e hoje faz a peça inteira, do tarugo à têmpera.
- Churrasco
- Cozinha
- Caça e pesca
- Cutelo
- Bowie
- Hunter
- EDC
Daniel da Silva Nunes trabalha no fundo do quintal, em Manaus. Em 2019 perdeu a visão de um dos olhos e passou a afiar facas como forma de terapia — coisa que já sabia fazer antes. Pesquisando qual a melhor faca para afiar, esbarrou nas facas artesanais e, diante da escassez do ramo na região, começou a comprar de fora e a fazer cursos online de cutelaria. A primeira faca saiu de um desses cursos, e ele não parou mais. Depois vieram cursos presenciais fora do estado, com nomes como Gilson Bortolini, Ismael Biegelmeier, Serjo Queci, Alexandre Bigunas, Davi Luderer e Leandro Pazini.
Tive um diagnóstico inicial de perda permanente de visão e as horas na oficina serviram como um tratamento natural para que a depressão não me atingisse, com isso tive muita alegria em todas as peças que produzi na oficina, ganhei muitos amigos que foram primeiro clientes.
Da modelagem à têmpera
O aço 5160 foi o primeiro com que Daniel teve contato e segue como um dos preferidos. Para facas em damasco, combina 1084 e 15N20, como na Bowie inglesa de doze polegadas com guarda em S no mesmo material da lâmina. Nos cabos, madeira estabilizada aparece com frequência — caso do cutelo Amazônidas e da faca de cozinha em 14C28N, ambos em maple burl.
Costumo fazer a peça por inteira desde a modelagem do aço a esculpir o cabo.
A têmpera também é ele quem faz. Em cabos temáticos, a pedido do cliente — religiosos ou comemorativos —, terceiriza apenas essa parte. Um projeto mais simples leva de dez a quinze dias, já que Daniel não trabalha na cutelaria em tempo integral.
O que faz hoje
Entre os tipos que produz, o cutelo é o que Daniel chama de preferência — “sempre foram uma preferência minha e gosto muito de fazê-los”. Um deles, publicado no livro Legacy of Steel, é a peça de que mais se orgulha. A mais difícil, até agora, foi uma Bowie desmontável, pelos encaixes e detalhes.
Começou fazendo facas para presentear parentes e amigos, até que alguém quis comprar — daí em diante as encomendas se tornaram rotina, quase sempre cutelos, facas de cozinha, churrasco, EDCs, caça e utilitárias. Hoje vende para clientes de várias cidades do país e também para fora dele.
A oficina e as peças
Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Dan?
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