Alvorada — RS
Don Martins
Don Martins
Álvaro Rodrigues Martins assina Don Martins em Alvorada. Faz gaúcha tradicional, caça e pesca, cutelo, campeira.
- Gaúcha tradicional
- Caça e pesca
- Cutelo
- Campeira
Álvaro Rodrigues Martins trabalha em Alvorada, no Rio Grande do Sul, numa oficina que ele mesmo descreve como fundo de quintal. Aprendeu sozinho, sem mestre, depois de perceber que não tinha uma faca boa em casa.
Não ter uma faca boa, fui numa oficina mecânica e ganhei um pedaço de mola e fiz a minha primeira faca
Foi assim que começou: com um pedaço de mola ganho de favor e a necessidade como professora. Perguntado sobre quem o ensinou, responde em uma palavra só: “Sozinho”.
O trabalho na forja
Álvaro usa aços 5160, 1070, 1085 e inox, e faz questão de fazer ele mesmo a têmpera de cada peça — “sou eu”, diz, sem rodeios. Nos cabos trabalha com madeira, alpaca, chifre e osso. Uma faca leva em torno de uma semana do começo ao fim.
Entre os modelos que faz — gaúcha tradicional, caça e pesca, cutelo, campeira — tem um que assume como assinatura: a língua de chimango.
A peça de que mais se orgulha nasceu de um material específico: uma faca gaúcha forjada com mola de trem, que ele aponta como a mais difícil que já fez. É essa faca, com cabo em chifre de cervo, que aparece entre as peças que assina como Don Martins.
O que sai da oficina
Além da gaúcha tradicional e da língua de chimango, Álvaro faz facas de caça e pesca, cutelos e campeiras. Sobre a faca campeiro que faz em aço 1070, com empunhadura em jacarandá da manga, ele resume o destino da peça:
Feita para o campeiro que lida no campo e em carneação
As peças de Álvaro saem de Alvorada para fora do estado. Os preços variam de acordo com o modelo, mas ele preferiu não publicar a faixa de valores.
O que ele faz
Modelos feitos sob encomenda. Para pedir, fale direto com ele — o Lâmina Gaúcha não fica no meio dessa conversa.
Língua de chimango
A oficina e as peças
Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Don?
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