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Lâmina GaúchaArte que corta, beleza que encanta
Retrato de Pira Afiado

Piracicaba — SP

Pira Afiado

Pira Afiado afia em Piracicaba, desde 2018. Atende faca de cozinha, churrasco e campeira, caça e pesca, canivete. Recebe faca pelo correio.

Márcio Vinicius Gimenez Loureiro é engenheiro mecânico e afia facas em Piracicaba, no interior de São Paulo, desde 2018. A história começou numa feira de cutelaria na própria cidade, onde conheceu alguém que vendia pedras de afiar e fazia demonstrações. Comprou uma pedra “finalizadora” ali mesmo, animado com o que tinha visto — e em casa descobriu que a coisa não era tão simples.

Sempre gostei de ter minhas facas bem afiadas, mas, no começo, eu fazia a afiação sem ter muito conhecimento técnico. Conseguia tirar algum fio, mas era sempre aquele “mais ou menos” kkk.

Como aprendeu

Foi na pandemia, com as empresas paradas, que Márcio passou a se dedicar mais a sério à afiação. Pesquisou, estudou, acompanhou o trabalho de afiadores pelo Brasil e trocou experiências pelo WhatsApp com o pessoal do Instituto de Afiação. Foi nesse processo que entendeu que afiação não é simplesmente passar a faca na pedra — é entender o comportamento do fio, testar, errar, corrigir.

Foi nesse processo que fui aprendendo as técnicas corretas, entendendo melhor o comportamento do fio e, principalmente, percebendo que afiação não era simplesmente “passar a faca na pedra”.

Foi dessa evolução que nasceu a marca com a qual assina, Pira Afiado.

Como trabalha hoje

Márcio recebe facas pelo correio, de qualquer lugar, e também no próprio endereço. Atende faca de cozinha, churrasco e campeira, caça e pesca e canivete, e é nas facas de cuteleiro — feitas à mão, com aço tratado e dureza alta — que ele mais trabalha. O afiamento principal é na pedra d’água, com acabamento em couro (strop); a lixadeira de cinta entra só quando o cliente prefere essa modalidade, opção que também sai mais barata. Recupera fio muito estragado, com ponta quebrada ou geometria fora, e faz o acabamento — polimento, brilho, retirada de marca de uso — como parte do serviço. O prazo médio é de uma semana. Na pedra, o valor parte de R$ 50,00; na lixadeira de cinta, de R$ 30,00.

A afiação é atividade paralela: durante a semana Márcio trabalha em outra área, e afia nos fins de semana.

O que mais dá satisfação

As facas que chegam com o fio comprometido, cheias de ondulações e sem capacidade de corte são, para ele, o trabalho que mais compensa.

Em alguns casos, olhando a faca naquele momento, você até pensa: “será que dá para recuperar isso?” kkk. Mas é aí que começa o trabalho de verdade. Antes de pensar na afiação, é preciso entender o que aconteceu com a lâmina, recuperar a geometria e reconstruir o fio com cuidado e controle. […] E quando você entrega a faca e vê a reação do cliente ao primeiro corte, é muito gratificante. Aquela mesma faca que chegou praticamente “morta” volta a cortar de verdade.

O trabalho

Trabalho de polimento.
Trabalho de polimento.
Trabalho de polimento.
O brilho necessário e o devido fio.
O brilho necessário e o devido fio.
O brilho necessário e o devido fio.
O Setup.
O Setup.
O Setup.

Reconhecimento entre colegas. És cuteleiro ou afiador com página no portal e conheces o trabalho de Pira?

Reconhecer o trabalho dele

Pergunte ao afiador

Pergunte sobre o trabalho e as peças: aço, cabo, acabamento, uso e cuidado. Preço, encomenda e entrega são direto com Pira, pelo contato aí em cima.

Só para te avisar quando a resposta sair. Não publicamos.

O Lâmina Gaúcha divulga o trabalho da cutelaria artesanal brasileira. Não vendemos, não intermediamos e não participamos de nenhuma negociação: preço, prazo, pagamento e entrega são combinados entre você e quem faz a peça.

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As informações desta página foram dadas pelo próprio Pira Afiado. O Lâmina Gaúcha registra e publica — o serviço você combina direto com ele.